Há cerca de um ano, cinco moradoras do Rio Vermelho se juntaram para cuidar de cinco cachorros que vivem no Mercado do Peixe. “Quando o mercado começou a ser reformado, lembrei que existiam animais que viviam lá desde sempre e passei a alimentá-los durante a obra”, lembra Glauce Ribeiro, que contou com a ajuda de operários e de outras quatro moradoras das redondezas. Em parceria com o Centro de Controle de Zoonoses e a ONG Célula Mãe, o grupo conseguiu castrar e vacinar todos os animais.

Hoje, eles vivem no mercado já reinaugurado e são alimentados pelas moradoras, que levam ração premium e água todos os dias. “São cachorros já idosos, muito dóceis”, conta Glauce.

CANIL
Depois de reunião do grupo de protetoras com os novos permissionários do mercado, ficou acertado que os animais ganharão um canil, que será construído na parte de trás do estacionamento do local. “Alguns clientes ficam incomodados com a presença deles, por isso combinamos de deixá-los nesse canil nos horários de pico”, diz Glauce.

A ideia é que os animais entrem no canil por volta das 17h e sejam soltos ainda de madrugada, quando o movimento cair. “Para isso, vamos contar com a ajuda da equipe de segurança do Mercado do Peixe, que convive bem com os cachorros”, explica a protetora.

Segundo Tenille Bezerra, que faz parte do grupo de moradoras, os materiais necessários para a construção do canil já estão sendo comprados. “Ele está sendo financiado por arrecadação coletiva”, escreveu no Facebook.

Canil será construído na parte de trás do estacionamento

Canil será construído na parte de trás do estacionamento

 

COLÔNIA DE PESCADORES
Outros 10 cachorros vivem na Colônia de Pescadores ao lado do Mercado do Peixe. As duas matilhas não se dão muito bem, mas não costumam se misturar. “É difícil algum cachorro daqui ir para o mercado. Eles comem, bebem, dormem e brincam sempre por aqui”, conta o pescador Roberto Nascimento, que cuida dos animais do bairro desde a fundação da Colônia.

Segundo ele, é comum encontrar animais abandonados nos arredores do Mercado do Peixe. “Já chegamos a ter 35 animais”, conta, lembrando de alguns deles.

Os 10 cachorros dos pescadores também foram castrados e vacinados.