A cremação tem sido uma opção crescente para famílias que perdem os seus entes queridos. É um método prático e até mesmo de saúde pública, uma vez que impede a proliferação de bactérias e vírus em caso morte por doenças graves de fácil contágio. Essa prática já é uma realidade, na Bahia, também nos casos de morte dos bichinhos de estimação.

Como a maioria das famílias, principalmente nas capitais, passou a residir em prédios de apartamentos, o antigo modelo de enterrar os bichinhos no quintal ou jardim da casa, tornou-se inviável. Além disso, Salvador não dispõe de um local adequado par a destinação final dos animais.  Então, o que fazer? Foi pensando nisso que o médico veterinário Bruno Lopes Vieira instalou, há seis anos, o primeiro crematório baiano específico para os peludos.

O serviço tem o nome sugestivo de Bye Bye Pet e se localiza na cidade de Lauro de Freitas, recebendo basicamente cães e gatos. Dr. Bruno garante que atende a todas as exigências do CRMV, legislação municipal (Lauro de Freitas/Ba) e brasileira (Resolução CONAMA nº 316, 29/10/2002) que tratam da proteção ambiental, instituindo normas e procedimentos para o tratamento térmico de cadáveres.

A cremação, explica o veterinário, pode ser feita de forma coletiva ou individualmente, sendo que as cinzas somente são entregues aos donos quando se trata de cremação individual, pois o sistema não permite a separação das cinzas nos casos coletivos. Os preços variam de R$ 100 a R$ 800 a depender do tipo de serviço e do porte do animal.

O procedimento é similar ao que ocorre com os humanos, entretanto o médico faz questão de ressaltar que não disponibiliza nenhum cerimonial na despedida. “Tem gente que não acredita, mas hoje em dia existem pessoas tão apegadas aos seus bichinhos que chegam a nos pedir algum tipo de cerimônia, mas não temos esse serviço. São muitas as manifestações de amor e dor que constatamos no momento da despedida, mas infelizmente não podemos atender nesse sentido”, conta ele.

Grande parte do público que procura o crematório tem sido por indicação das clínicas veterinárias. “Temos uma espécie de parceria com as clínicas, que conhecem o nosso serviço e nos indicam à sua clientela. Nós funcionamos com um serviço de plantão, pegamos o corpo do bichinho e devolvemos a cinzas no local indicado pelo cliente”, explica Dr. Bruno, que chega a fazer até 20 cremações por semana.