O Exército Brasileiro foi multado em R$ 40 mil pela morte da onça Juma, que foi exposta durante a cerimônia de passagem da tocha olímpica no Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), em Manaus (AM), onde o animal vivia e era tido como mascote. A sanção foi aplicada pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), após apuração do ocorrido. No dia 20 de junho, o animal escapou da jaula, resistiu aos disparos de tranquilizantes, e avançou em direção a um soldado que atirou no animal.

A multa foi aplicada a três órgãos do Exército. O Comando Militar da Amazônia deverá pagar R$ 5 mil por contribuir para a utilização de espécime da fauna silvestre nativa sem a autorização do órgão ambiental competente.

O CIGS também foi autuado em R$ 5 mil por utilizar o animal sem a devida autorização. O 1º Batalhão de Infantaria de Selva, que era responsável pela onça, deverá pagar R$ 30 mil por transportar e manter em cativeiro o felino sem autorização e por construir e fazer funcionar mantenedouro da fauna sem a licença do órgão ambiental.

“O Ipaam tenta cumprir sua função da forma mais eficiente possível. Evidentemente foi uma fatalidade, mas evidentemente havia um animal sem registro, por isso as demais providências foram tomadas. Nós cumprimos o nosso papel com relação à guarda e proteção de animais. A Gerência de Fauna tem essa responsabilidade”, declarou em nota, a diretora-presidente do instituto, Ana Aleixo.

Os órgãos autuados terão 20 dias para se defender. Podem ainda recorrer ao instituto e ao Conselho Estadual de Meio Ambiente.

Conforme relatório técnico sobre a execução da onça, houve quatro tentativas de sedar o animal na ocasião, mas apenas um dardo atingiu Juma, mas não foi suficiente para seda-la. Em nota, em nota o gerente de Fauna do Instituto, Marcelo Garcia disse que, no incidente, o que ocorreu foi que um dos mosquetões, uma estrutura metálica que prendia a coleira, se soltou por apresentar uma falha. Neste momento ela escapou dos tratadores.

“Temos o laudo da necropsia que diz que foram dados os tiros na região frontal. Não foi que o animal fugiu e atiraram por trás. Ele [a onça] estava correndo na direção da pessoa que atirou”, esclareceu.