A identificação do animal de estimação por meio de pingentes pendurados em coleira pode estar com os dias contados. O método mais simples não é infalível, pois pode ocorrer a perda da coleira ou mesmo a retirada proposital do adereço. Por outro lado, aumenta em alguns estados brasileiros a procura por um modelo bem mais eficiente de identificação. É o microchip, que pode ser implantado também aqui, na Bahia, em alguns pet shops. Trata-se de um micro-circuito eletrônico, de tamanho aproximado a um grão de arroz, implantado sob a pele do animal.

 
O microchip contém um código exclusivo e inalterável que transmite informações específicas gravadas a laser e encapsuladas. A leitura do código é feita por um equipamento que emite um sinal de rádio de baixa frequência. Em países da Europa e até na América do Sul, a identificação eletrônica de cães e gatos é gratuita e obrigatória. O pequeno identificador ajuda, inclusive, a localizar tutores em caso de abando do animal.

 

O micropchip é implantado

O micropchip é implantado sob a pele do animal, na região do pescoço

O HPet, localizado na Rua Paraná, na Pituba, é um dos locais em Salvador a oferecer esse serviço. Segundo veterinários do hospital, a aplicação é simples, feita no dorso através de uma seringa muito parecida com a utilizada em vacina, com diferença basicamente na agulha, que possui um diâmetro um pouco maior. Não há necessidade de sedação e é possível aplicar durante uma consulta médica de rotina.

 
Os especialistas informam que bichinhos com mais de 5 semanas de vida já podem receber a identificação eletrônica. O microchip para uso em animais deve seguir rigorosamente padrões internacionais das normas ISO 11784 / 11785, que determinam freqüência de funcionamento e numeração inalterável e exclusiva.

– É obrigatório implantar o microchip no cachorro ou no gato se o animal estiver viajando para qualquer dos países da Europa e no Japão;
– Criadores de cães e gatos utilizam o microchip por exigência de Associações, para assegurar a origem da raça e impedir falsificações de pedigree;
– Para os tutores, o microchip torna possível a identificação caso o bichinho de estimação se perca.