A alimentação natural é uma alternativa cada vez mais comum aos donos de cães e gatos para fugir de rações industrializadas. Além de ser mais saborosa para os animais, a alimentação natural ajuda a melhorar problemas de saúde, como coceiras. É o caso do shih tzu Luck, filho da médica Maria Conceição Fonseca, cuja coceira não conseguia ser diagnosticada por veterinários. “Depois da alimentação natural, a coceira passou”, conta ela.

 

A OPÇÃO PELA ALIMENTAÇÃO NATURAL
A coceira de Luck não foi o único fator que fez Maria Conceição, que também é mãe do shih tzu Ziggy, mudar radicalmente a alimentação dos bichinhos, há um ano e meio. Ela conta que eles não gostavam muito da ração seca. “Só comiam com alegria quando eu oferecia a pastosa”, lembra.

Na época, a veterinária que acompanha Luck e Ziggy foi contra a mudança. “Ela acha que não é o suficiente para nutri-los, mas os meninos fazem exames a cada seis meses e nunca mais manifestaram nenhum tipo de problema”, diz. Decidida pela alimentação natural, a médica consultou o site Cachorro Verde e começou o processo de adaptação à nova dieta. “Hoje vejo que eles comem com alegria”, comemora.

 

COMO COMEÇAR
É importante observar que alimentação natural não é oferecer suas sobras aos seus bichos. O site Cachorro Verde oferece orientações e três opções de dieta para animais saudáveis. Mas o ideal, principalmente se o seu pet tem algum problema de saúde, é consultar um veterinário para que ele monte uma dieta personalizada para o seu amigo. Depois disso, você pode começar a pesquisar receitas de pratos e petiscos feitos com os alimentos indicados para o seu pet e soltar a criatividade na cozinha.

No início, é necessário fazer uma adaptação, misturando os novos alimentos à ração que o animal já está acostumado a comer. A dica é introduzir um sabor novo de cada vez, para que o pet vá, aos poucos, se acostumando com a nova rotina.

 

DIETA BARATA
A pet chef Renata Ferraz, da Cãolinária, explica que os cardápios são montados basicamente com comidas baratas. As dietas de um animal saudável são, geralmente, baseadas em receitas com batata doce, inhame, mandioquinha, arroz, quinoa, aveia, sardinha, coração de galinha e vísceras, como o fígado.

 

COMIDA SABOROSA
Já parou para pensar em todos os sabores que você experimenta durante a sua vida? “Eu pensava muito nisso antes de decidir pela alimentação natural. Deve ser um saco comer a mesma coisa todos os dias”, conta Maria Conceição. Segundo a pet chef, a comida não leva nenhum tempero durante o preparo, mas alguns condimentos podem ser acrescentados no momento de servir, como cúrcuma, orégano, tomilho, manjericão, óleo de coco e azeite de linhaça. O sal também é liberado, mas só uma vez por dia. Olha que delícia!

 

AINDA ROLA PETISCO, SIM!
Eventualmente, Luck e Ziggy, os shih tzus de Maria Conceição, ainda comem petiscos comprados em pet shop. Mas Renata Ferraz explica que os lanches também podem ser naturais. A pet chef sugere frutas, cenoura e biscoitos caseiros, como o que leva banana e aveia.

 

PEQUENAS VANTAGENS
Além dos nutrientes e do sabor, Renata Ferraz explica que existem outras vantagens da alimentação que podem ajudar a convivência com o cachorro no dia a dia. “O cocô e o xixi não ficam com cheiro forte, o pelo para de cair, a incidência de otite diminui e os cachorros não ficam com aquele cheiro forte que muitas é vezes é característico do animal”, conta.

 

O TRABALHO NA COZINHA
“A única desvantagem é o trabalho que dá preparar os alimentos”, conta a pet chef, explicando que, com a prática, o preparo vai se tornando cada vez mais fácil. Para quem não tem tempo, talento ou paciência, empresas como a Cãolinária, localizada em São Paulo, oferecem o serviço de preparação do cardápio indicado pelo veterinário. É possível preparar alimentos com até 40 dias de antecedência e as refeições podem ser congeladas.

 

CAMINHO SEM VOLTA
Se você pensa em mudar a alimentação do seu animal, esteja decidido antes de tomar a decisão. “É um caminho sem volta, porque o pet nunca mais vai comer ração”, diz Renata. Maria Conceição, mãe dos shih tzus, não se arrepende da decisão, mas diz que, se os animais gostassem de ração, não tomaria a decisão de novo. “Dá muito trabalho, não é só pegar a comida e colocar no pote. É preciso estar muito atento ao preparo dos alimentos e, no meu caso, faço as compras para eles separadas das minhas. Mas vale a pena vê-los felizes com a comidinha”, conclui.